1/17/2009

Nada como um novo dia!

Acordamos e uma chuva fraca caía sobre Paris. Pensei que tudo iria correr bastante mal, já que o Flávio amanheceu com uma tremenda dor de garganta, com uma baita dor no corpo e com tosse e a Bebel nem queria levantar da cama de tanto esgotamento. Mas não foi o que aconteceu. Acabamos tendo um dia cansativo, mas delicioso! Primeiro, para evitar a chuva, decidimos ir ao Louvre, o que se mostrou a escolha mais acertada da viagem. De fato, a Bebel de cara se encantou com as lojas de livros dedicadas a crianças, que são todas cobertas de livros-caixas surpresas infantis, que lhe permitiram entrar num mundo de fadas, dragões, cavaleiros, reis e princesas medievais. Logo ao sair do metrô que dá acesso direto ao Louvre, entramos numa loja que se chama “Petit Jour Paris” onde eu mesma enlouqueci ao ver que a loja tinha absolutamente tudo quanto é produto do Pequeno Príncipe. Comprei a raposa, o boneco do pequeno, o carneirinho, alguns apontadores, lápis, giz-de-cera e muitas outras miudezas. Também tinha muita coisa do Obelix e de fadas: foi um sonho! Em seguida, para nos aquecer, paramos num Starbucks café, onde a Bebel achou algo parecido com o “mamazinho de casa” e muito gostoso, o que a encantou, alimentou e satisfez por mais de três horas (e a mãe ficou com o copo para scrap, hahaha)! Mais uma parada numa livraria de princesas medievais e estávamos prontos para enfrentar o exterior (não, não visitamos o museu com ela), onde não mais chovia e o sol até ensaiava dar o ar de sua graça. Continuamos mostrando-lhe as várias pirâmides do Louvre e ela se divertiu tirando fotos. O passeio ficou ainda mais interessante porque o Flávio começou a apresentar-lhe, num “tour” com estórias de princesas, o antigo palácio do Louvre. Ela ficou deslumbrada e queria escutar várias vezes a mesma estória, com muitos detalhes. Num dado momento, lamentou não ser ela mesma uma princesa, mas logo ficou convencida pelos argumentos sobre a dificuldade da vida de uma princesa. Aguentou atravessar todo o “Jardin des Tuileries” e só foi descansar na roda gigante que está estacionada ali, para um passeio aquecido com uma vista inacreditável da cidade. Como já eram três horas da tarde, resolvemos parar num restaurante para comer crepes franceses e formos a Notre-Dame de Paris, para ver sua monumental arquitetura que remonta à Idade Média. E, de repente, sem qualquer explicação possível, a Bebel se mostrou disposta e curiosa para conhecer Notre-Dame. Queria que o Flávio contasse tudo sobre a estória do Quasímodo e subiu, toda falante, na maior disposição, os 258 primeiros degraus gastos da escada em caracol da torre que nos levaria a ver as variadas gárgulas e um dos sinos da catedral. Adorou tudo e ficou cheia de questionamentos quando eu a lembrei que fora dali de cima que uma turista se suicidara, matando a mãe de Amélie Poulain, logo no começo do filme. O Flávio, que já fizera essa visita anteriormente, não tinha a menor intenção de continuar subindo as escadas da catedral, ultrapassando a "galerie des chinères" para visitar o topo da torre sul, mas ela estava irredutível! Subiu mais 123 degraus e não parava de falar sobre tudo o que iria contar às suas amiguinhas quando retornasse.
Valeu a pena ir ao topo de Notre-Dame, pois dali de cima tive a oportunidade de visualizar o formato de barco da Île de la Cité perfeitamente. As origens de Paris remontam justamente a essa ilha na qual se situa a Catedral de Notre-Dame. A descida também ocorreu no maior entusiasmo e só entramos na Catedral porque ela insistiu. Queria fazer uma prece, fazer um desejo, assistir à missa, acender vela. Foi o maior barato! Deixamos que ela fizesse suas orações de olhos fechados, no maior fervor, e fomos ao metrô para ir embora, já que estávamos esgotados. No metrô, ficou apavorada com uma fotografia que está exposta num out-door de campanha para conter as discriminações contra leprosos em que aparece um doente num estado impressionante. Os “porquês" se multiplicaram e ela queria saber tudo sobre a doença. Muito alarmada, pediu que lhe déssemos remédios para que ela não contraísse a doença e contou estar ainda mais preocupada porque pediu saúde para todo mundo na Igreja, mas esqueceu de dizer que ela também precisava de saúde. Tentamos, então, tranqüilizá-la, explicando-lhe que por certo ela estava incluída na oração de “todo mundo”e que ela não iria contrair tal doença. O argumento a satisfez e ela dormiu no trem, no colo do pai, esgotada e só foi acordar no hotel, onde disse que estava refeita e queria ver e brincar com tudo o que comprara.
Por fim, depois de uma passada na farmácia para resolver o mal-estar do Flávio, resolvemos descansar um pouco e nos preparar para a viagem de TGV amanhã até Bourg St Maurice, tendo por destino final o Club Med em Tignes, uma estação de esqui nos alpes franceses, na região de Savoie.

Andando em Paris...

Prosseguindo no programa de nossa viagem de férias, exploramos a Torre Eiffel, a pedido de nossa pequena filha de 05 anos. A torre, símbolo de Paris, morava na imaginação dela como o local mais lindo e imperdível daqui. Assim, logo cedo, após o café-da-manhã, nos dirigimos de metrô para a torre. No caminho, aproveitamos para mostrar-lhe alguns aspectos locais e Paris vista do Sena e suas pontes. Sem a fila de três horas do verão, foi fácil subir ao 2º andar da torre de elevador, todavia, o teto estava fechado, o frio estava de arrasar, havia uma bruma prejudicando a vista de Paris e formos premiados com a presença de um barulhento e mal educado grupo de turistas chineses, o que tirou muito do glamour do passeio. Além disso, nossa pequena não está achando Paris nada romântica, nem bela. Muito bem, sei que você está pensando que isto era previsível e que este não é um passeio para as primeiras férias internacionais de uma menininha brasileira acostumada a só andar de carro e se deslocar em seu mundinho pra lá de restrito, num clima tropical e numa cidade interiorana. Ocorre que nas nossas últimas viagens constatamos que é muito difícil passar mais de quinze dias sem ela. Há toda uma questão logística para mantê-la em segurança e feliz no Brasil e há a saudade cortante e a preocupação que sentimos em estarmos dela separados. Além disso, ela estava de férias e nós, após 05 anos, também resolvemos que era hora de nos darmos esse privilégio essencial a que temos direito e, de, principalmente, passar um tempo com ela. A primeira providência nossa após essa decisão foi questioná-la sobre a destinação que queria e foi então que ela disse que queria ver a neve, fazer bonecos, tocar a neve e que também queria ver a Disney. Ora, com todas essas exigências e como estávamos ávidos de voltar a Paris, cidade pela qual nos apaixonamos perdidamente, pensamos que a França seria o local perfeito para essas férias de sonho. É claro que eu sabia que Paris não era para uma destinação ela, todavia, não achei que três dias fizessem tanta importância no total de uma viagem de 15 dias, ainda mais se alocada depois de um passeio de 4 dias pela Disney, no entanto, eu não contava com sua dificuldade de caminhar e aceitar as novidades de uma cidade grande. Agora vejo a ousadia que é pretender que ela se desloque, como a gente faz com naturalidade e prazer, pelo metrô de Paris. A cada mendigo que vê, a cada novidade, a cada palavra desconhecida, tudo é motivo de questionamentos e, pior de, receios e medos. Não adianta explicar que queríamos que ela conhecesse o mundo, que isto é um privilégio que muitos não têm, que não há perigo. Ela está cansada, quer colo e voltar para o hotel a cada dez minutos. Acabou por sentenciar: “Não gostei nada de Paris. Não é bonita como nas fotos de vocês. Quero ir para casa; quero meu mamazinho, como se faz lá em casa”. E, nós, como lidamos com essa situação? De forma bem realista explicamos a ela que não será possível interromper nossa viagem, que a parte da neve ainda está por vir, que teremos mais conforto no próximo hotel, que ela não está aqui sozinha e que ela tem várias maneiras de aproveitar a diversão. Também decidimos ir com mais calma e deixar nossos planos de continuar a conhecer detalhadamente Paris para a próxima viagem (sem a Bebel). Assim decididos, deixamos que ela recuperasse um pouco seu humor ao dar umas quatro voltas seguidas no Carrossel defronte à Torre Eiffel, no Trocadero, e almoçamos por lá para garantir um pouco de aquecimento à bravinha. Na verdade, tínhamos ficado com vontade de experimentar um restaurante situado bem numa das esquinas do Trocadero, o qual estava lotadíssimo no verão e nos pareceu ser muito legal, todavia, acabamos por entrar no restaurante ao lado daquele que pretendíamos ir, numa confusão de toldos vermelhos que fez a diferença entre o requinte e o pavoroso! O garçom que nos atendeu, para se ter uma idéia, só tinha 3 dentes, mas queria muita gorjeta e o banheiro era tão sujo que a Bebel não quis nem fazer xixi ali. No fim, por mais incrível que pareça, a comida até que foi suportável e o local era bem freqüentado por franceses! De qualquer forma, tínhamos que ir atrás das lojas da “Au Vieux Campeur” para comprar-lhe roupas e óculos para a neve e foi o que fizemos em seguida. As inacreditávies 26 lojas da Au Vieux Campeur, todas dedicadas ao turismo de aventura, mas cada uma reservada a um tema, sexo e idade, ocupavam duas quadras no Quartier Latin, bairro dominado pela Sorbonne e que ganhou seu nome devido à língua que era falada pelos estudantes.Assim, após comprarmos o material necessário à pequena e sem conseguir fazê-la adquirir um adorável macacão rosa de bolinhas marrons que ela achou ridículo, mas que para mim e para o Flávio a transformavam no adorável ursinho rosa das neves, demos uma olhada na Sorbonne, que foi sede da Universidade de Paris até 1969, e seguimos para apreciar a arquitetura monumental do Panthéon, que foi construído para ser uma igreja em 1744, mas que, com a revolução francesa se tornou um panteão para abrigar túmulo de famosos: Voltaire, Rosseau, Zola, por exemplo, estão ali. No caminho, foi impossível não admirar a arquitetura de St-Etienne-du-Mont, outra igreja magnífica que obriga o santuário de Santa Genoveva. Passamos em frente a uma imobiliária local, cujos anúncios de apartamentos à venda nas imediações nos chamaram a atenção. Apesar de ler todos os dias sobre a queda no preço dos imóveis na Europa em razão do alastramento da crise econômico-financeira, vimos apartamentos de pouco mais de 30 m2 sendo vendido a mais de € 230 mil e apartamentos com pouco mais de 100 m2, por mais de € 2,5 milhões. O passeio também garantiu uma interessante constatação sobre a forma como se colocam moveis e, como se fazem as reformas nos pequenos apartamentos parisienses: como os prédios são muito antigos, os móveis são içados por fora e entram pela janela com a ajuda de uma esteira. A logística para isso é considerável: a rua, se for muito estreita, é interditada por horas, os carros estacionados precisam ser retirados, os que ficam são cobertos etc. Como a Bebel já estava esgotada, o Flávio seguiu com ela para o hotel, mas eu tomei um destino diferente no metrô e fui para Montparnasse a fim de visitar uma loja de scrapbooking. Não achei muitas novidades no local, pois ali já estive em julho, mas é claro que não deixei de sair dali com três sacolas cheias de pequeninos tesouros que irão adornar minha arte nos próximos meses. Achei papéis diferentes da Rico Design, de que eu gosto muito, e a loja tem muitas variedades, então, é lógico que valeu a pena. Em seguida, antes de ir encontrar minha família no hotel, não resisti a dar uma “passada” de quase uma hora e meia na Louis Vuitton para conhecer a nova coleção “Monogram Rose” dedicada ao artista Stephen Sprouse. Foi delicioso revirar catálogos com a coleção criada com inspiração nas obras desse artista americano, considerado o responsável por inserir tendências punk e pop nas obras dos anos 80, e que colaborou com Marc Jacobs para criar a coleção Graffitti da LV, a qual fez um enorme sucesso no passado, 2001, eu acho. Não, eu não sabia de nada disso, mas fui absorvendo cada palavrinha em francês que me era explicada com muito charme pelo meu educadíssimo e elegantérrimo vendedor, que logo me encaminhou para o segundo andar da loja a fim de que eu pudesse ver a coleção inteira. Se eu comprei alguma coisa? Ah, vai... você sabe que sim!!! Mas deixem ruflar os tambores antes de eu relatar isso porque meu “sac Monogram Rose” merece um parágrafo só para ele. Muito bem, quando o vi ontem na vitrine da loja, já sabia que iria passar um bom tempo sonhando com ele, imaginando o prazer que me daria comprá-lo e me deliciar com essa peça linda, uma bolsa cujo fundo é de monogramas da LV, mas que é toda adornada com grandes rosas em cores fosforescentes de laranja, pink e verde! Feliz como uma Shopaholic satisfeitíssima, com todas as mãos enluvadas cheias de sacolas, voltei ao hotel, de onde só saímos mais tarde, para um jantar delicioso num bistrô das redondezas regado a vinho francês, para o qual a baixinha, que já tinha dormido e lanchado no Mc. Donald’s , estava de ótimo humor, garantindo, assim, o sucesso da noite.

1/15/2009

Voilá, Paris

E enfim chegou o dia de nos despedirmos de Marne la Vallée e partir para Paris, a cidade que eu e Flávio amamos tanto. O dia hoje estava ensolarado e a temperatura por volta de 5 graus Celsius. Ao deixarmos a Disneyland percebemos que o número de Minnies e fantasias infantis adquiridos era excessivo, para dizer o mínimo, o que dificultou bastante a viagem de trem RER, tendo em vista que tivemos de subir algumas escadas, porém, o transporte aqui é muito bom e chegamos logo ao nosso hotel, que fica numa avenida muito próxima ao Arco do Triunfo. O quarto é minúsculo, quase não conseguimos ocupar o mesmo espaço que a cama e nossas malas, mas a idéia é mesmo não permanecer no quarto, se a disposição da Bebel ajudar. E ela, de cara, só falava que queria imediatamente ver a Torre Eiffel de perto, mas resolvemos deixar isso para amanhã quando esperamos poder subir em sua estrutura e ver a cidade lá de cima.
Fizemos um adorável passeio pela avenida Champs Elysées, que estava linda com a iluminação de inverno e aproveitamos para olhar livrarias e tomar um lanche maravilhoso na LaDurée, experimentando vários "eclairs et macarrons".

1/14/2009

Walt Disney Studios

Acordamos e vimos a chuva pela janela, prevendo um dia de caminhadas bem mais difícil, até mesmo porque a Bebel acordou num humor nada agradável, sem nenhuma vontade de caminhar e de se entupir de roupas para se aquecer. Reservamos o dia de hoje, 14 de janeiro de 2009, para passear pelos estúdios Disney, que também faz parte do complexo da Disneyland Resort Paris, que é dividido em dois parques temáticos. Após o café da manhã no hotel, contudo, o tempo melhorou e pudemos sair sem chuva para conhecer o parque. É um local bastante agradável, cheio de atrações empolgantes. Perdi um tempão num dos estúdios aprendendo a desenhar o Mickey, o Donald e um dragão do desenho de Mulan. Achei o máximo experimentar fazer meu próprio “desenho animado”, num workshop em que a gente podia desenhar e colocar o desenho numa máquina para entender como a coisa toda funciona. A Bebel também se empolgou bastante nesse espaço e, após o almoço, fomos envolvidas pelo Flávio que nos convenceu a experimentar uma montanha russa no escuro. O brinquedo era uma graça, todo montado num cenário do filme Procurando Nemo, mas eu é que não sou corajosa o bastante para suportar essas emoções. Foi a última montanha russa a que me atrevi experimentar e olha que essa era tão “fraquinha”que até a Bebel, de 5 anos, foi apta a entrar já que tem mais do que 1,05 m de altura. Sobrou tempo para ver os efeitos especiais do filme Armagedon, para o Flávio curtir mais uma montanha russa cheia de loopings, ao som do Aerosmith e no escuro, e para assistir um cinema interativo muito legal. Por fim, mais compras e um agradável jantar no Café Mickey, no Village, com a presença animada de Mickey, Pateta, Barrica, Pluto, Tigrão, Gepeto e outros personagens.

1/13/2009

Disneyland Paris

Disneyland Paris Nem bem o sol vermelho amanhecia pela janela do Boeing da Air France e já podíamos ver os arredores de Paris todo coberto de neve, confirmando que essas nossas férias serão mesmo vividas sob um frio de -2ºC aproximadamente, ou melhor, “environ”, como ainda soa em meus ouvidos ávidos por francês, a palavra pronunciada pelo comandante do avião pelo microfone. Assim estavam terminando as 11 horas de vôo que passei ao lado da Bebel e do Flávio e assim começaram nossas férias de quinze dias pela França. O vôo me pareceu bem mais tranqüilo do que da última vez que estive por aqui em julho passado. Não sei se foi a presença da Bebel ou um comprimidinho que ganhei de presente de meu cunhado, algo como um passaporte para relaxar e dormir”. Eu bem que relaxei, mas dormir, só um pouco... A Bebel merece um parágrafo para registrar que se comportou muito bem durante o vôo. Quem a conhece não poderia imaginá-la sentadinha durante onze horas de vôo, mas a verdade é que ela estava ansiosíssima para viver as novidades de sua primeira viagem internacional e achou muito difícil ficar de pé, readequar seu centro de gravidade à trepidação do avião. Fora isso, também é preciso reconhecer que ela deve ter dado ouvidos aos inúmeros conselhos e ameaças de nunca mais voltar em uma viagem com papai e mamãe e resolveu demonstrar bom comportamento para que possa estar presente em outras oportunidades. Do aeroporto Charles de Gaulle à cidade de Marne la Vallée foi muito fácil chegar. Pegamos um ônibus que nos conduziu à porta do Hotel Disneyland com muito conforto e então estávamos prontos para viver a fantasia de Disney Já o primeiro passeio pelo hotel mostrou que valeu a pena pagar o preço excessivo pela localização à porta do parque. O hotel é lindo e nos faz sentir dentro de um desenho animado o tempo todo, não sei se pela presença constante dos personagens da Disney ou da decoração que também tem os desenhos de Walt Disney como motivo, ou, ainda, pela música dos filmes que nos acompanha pelos corredores. O fato é que o encanto é garantido e escutar os gritinhos e suspiros da Bebel me faz pensar que estou vivenciando aqueles momentos “não tem preço” da Mastercard. Ao girar a maçaneta da Sininho entramos em nosso quarto onde o primeiro pensamento que me veio à cabeça, após dormir uma noite nas desconfortáveis cadeiras da classe econômica do avião, é que aquelas camas “king size” ao estilo “leito de princesa” parecem um convite irrecusável ao sono, mas assim como veio, o pensamento some da mente, já que temos ingressos para o parque hoje e esse convite também é irresistível. Continuo explorando o quarto em que viveremos os próximos quatro dias e decido que o banheiro é meu local preferido, já que é decorado com as hipopótamas-bailarinas do filme fantasia, que estão pelos azulejos na cor salmão e no border do papel de parede. O espelho do banheiro é entalhado com a Branca de Neve e os sete anões.... Nesse cenário, a Bebel era só deslumbramento, o que piorou bastante quando ela viu, dentro mesmo do hotel, a primeira loja da Disney onde estavam em exposição as fantasias de inverno das princesas da Disney, todas confeccionadas em veludo, pérolas e peles. As princesas por aqui podem ter vestidos longos, com mangas ¾ e podem usar capas com peles na borda, coroas de neve, cetros de neve e a tudo isto, os figurinistas adicionaram cores novas aos tradicionais azuis, rosas, amarelos. Assim, ao azul da Cinderela eles adicionaram veludo branco; à saia dourada da Bela, um corpete de vermelho carmim; a Bela adormecida também recebeu um tom escuro de rosa, enfim, essas fantasias são realmente lindas e penso comigo mesma que não é à toa que encontramos várias Cinderelas, Belas Adormecidas e Brancas de Neve pelos corredores, todas rindo felizes correndo atrás de Mickey e Tigrão, pois o convite à magia é irresistível! Nesse contexto, foi muito fácil à Bebel me convencer a lhe dar de presente a fantasia da Bela, a coroa da Bela, o cetro da Bela, as luvas da Bela, a Minnie vestida de Bela, o sapatinho da Branca de Neve e um livro de autógrafos Com seu primeiro e maior desejo satisfeito, a Bebel conseguiu enfim sair para pisar e tocar a neve, que era o que vinha pedindo desde que chegou por aqui. Ela passeou pelos arredores do hotel, notou que os lagos estão congelados e prestou muita atenção às explicações de como tudo aquilo ocorre fisicamente, na visão menos encantada de papai Flávio, que por aqui tem a função de garantir colo e fotografar todos esses momentos. Em seguida, entramos no parque da Disney, e, após providenciar chapeis do Mickey e da Minnie para mim e para a Bebel, passeamos pelo castelo da Bela Adormecida, vimos um show dela, que por aqui se chama “Belle au bois Dorment”, e andamos em um Carrossel, mas foi só, pois a Bebel estranhou de verdade o frio, e começou a chorar desesperadamente que suas mãos iriam congelar, que ela precisava de outras luvas, que ela queria uma lareira, e não houve meio de fazê-la parar, nem mesmo após uma pausa para almoço no primeiro Planet Hollywood que achamos à disposição no Village, onde a temperatura era bem quentinha. Enfim, desistimos de assistir à parada e resolvemos deixá-la descansar. Assim, voltamos para o hotel, onde a Bebel pôde vivenciar seu dia de princesa Bela. Recebeu maquiagem, cabelo (um coque em mechas com muito glitter), a fantasia da Bela e, nesse seu mundo encantado, brincou com os personagens da Disney que estavam pelo hotel chamando os hóspedes e dançando: Tico e Teco, Mickey, Tigrão, gênio de Alladim e um pato, que achei que era o Donald vestido de aviador, mas fiquei sabendo pelo Flávio que é alguém do Duck Tales”, cujo nome já me esqueci. No quentinho do hotel, a Bebel não parou nem um minuto e seu cansaço era tanto que quase não agüentou jantar. Lá pelas 19 horas, ela se rendeu ao sono, não sem antes deixar registrado, ao responder a minha pergunta sobre o que mais gostara destes primeiros dias de viagem: “olha, do que eu menos gostei é até difícil falar, pois eu gostei de tudo!” . Dormimos mais de doze horas nosso “sono de princesas” envolvidas em deliciosas cobertas e lençóis de não sei quantos fios, mas o suficiente para nos garantir conforto dobrado! E então, um dia novo, inaugurado por um céu incrivelmente cor-de-rosa, começou! A neve havia derretido, o que indicava que a temperatura não deveria estar abaixo de zero, mas o frio ainda era intenso. O desconforto da Bebel foi resolvido com mais um casaco, mais uma luva e ainda com um cobertor e um carrinho, que tornou nosso dia muito mais fácil. Aliás, ela estava tão quentinha na sua trouxinha que não mais queria nem acenar nem pedir autógrafos aos personagens Disney. E foi dessa forma que pudemos passear à vontade pelo parque e curtir várias atrações: Branca de Neve e os Sete Anões, Pinóquio, Buzz Lightyear, Star Tours, Space Mountain e tudo o que quisemos, porque a grande vantagem da Disney no frio é que não há fila para nenhuma atração: é só decidir o que quer visitar que não precisamos esperar mais do que dois minutos. Por fim, após um dia inteiro de diversões, uma emocionante parada com o desfile dos personagens Disney insistia em dizer que devemos sonhar e acreditar que esses sonhos podem se tornar realidade, encerrando nosso dia de parque. De volta ao hotel, aproveitamos para curtir a piscina aquecida e ainda tivemos pique para ir gantar no restaurante Rainforest Café, que fica no Village.

E vamos à França!!!!

E agora uma pausa merecida para passear pela França, recarregando minhas energias e meu estoque de fotos!
Férias!!!! Como eu precisava disso!!!
Vamos a Marne La Valée/Chessy (EuroDisney); Paris e aos alpes, em Tignes Val Claret para esquiar!!!
Uau!

1/12/2009

Behind closed doors - Catalyst 44

E um novo desafio está no ar no blog Creative Therapy. Vejam o trabalho artístico que enviei. É um livro que alterei a partir de um dicionário antigo, montado sobre uma colagem de papéis de scrapbooking, que receberam desenhos de portas e casas para os quais utilizei tinta acrílica e pastéis.
My first DT work for Creative Therapy:
The challenge" Catalyst 44" is : “What's something about the way you live your life that doesn't align with who you are (or wish you were)?"
My take: "I would love to embrace my creative life but the truth is that I’m too reserved. I have the habit of not showing my feelings or thoughts to anyone because I’m afraid of letting people know that behind my strong appearance, I’m fragile. So, I decided to work this theme on my journal book using the metaphor of locked doors and hidden places. In order to make this journey more therapeutic, I decided to investigate a little bit more about the causes of my problem. I entitled my book “Behind closed doors” and I wrote on the internal pages this poem: “Behind closed doors my secret is hidden Behind closed doors I don’t have to show my feelings or thoughts Behind closed doors I feel safe & I can dream That I’m still a little girl and that you heard and held me when I cried So I can finally open the door” Technique highlight I created this book using hardback book covers and cardboard for the internal pages. Each page has a painted patchwork collage background made with patterned papers. In one side, I added the text and on the other side, I drew doors or houses that I painted with several colors of acrylic paint and oil pastels. For top color and texture I added stamps and ink and finally, some embellishments or memorabilia.

Vejam a técnica de que me utilizei nesse livro Por detrás de portas fechadas

Primeiro, destaquei com estilete as capas de um antigo dicionário que tinha um tamanho A4. Para as páginas internas usei papelão e as tirinhas de papéis Sassafras. Em seguida, colei vários pedaços de papéis de scrapbooking variados. Pintei esse fundo com tinta acrílica, adicionei carimbos, desenhei minhas casas e portas e então pintei tudo, adicionando meu poema significativo. Que terapia!

1/11/2009

Calendários

Esse começo de ano foi o momento de trabalhar alguns calendários. Terminei um projeto de calendário de mesa que fará parte de uma aula "on line" que darei pelo site scrapdiary e fiz este outro calendário 3-D, uma versão do calendário Cidades da Canon.